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FONTE CAMARA.LEG.BR

SOBRE O OLHO NA COTA

Transparência sobre a transparência: o que somos, de onde vem cada número e — tão importante quanto — o que este site não faz.

○ O que é

O Olho na Cota é uma plataforma independente e sem filiação partidária que organiza os gastos da cota parlamentar de deputados federais e senadores para qualquer pessoa entender — do total nacional até a nota fiscal individual, sempre com link para o documento na fonte oficial.

São 5.592.958 registros cobrindo a Câmara desde 2008 e o Senado, atualizados automaticamente todos os dias. E vai além do gasto: para deputados e senadores, o perfil traz o custo total do mandato, o mapa de voos, a carreira política e a produção legislativa — projetos apresentados, requerimentos e votações nominais com o voto declarado de cada um. E o Panorama consolida as duas Casas: quem mais recebe do Congresso, recordes do ano e a série histórica somada.

Não sabe por onde começar? A Roda da Fortuna sorteia um parlamentar ao acaso e mostra os gastos dele na hora — fiscalizar também pode começar pela sorte.

◈ De onde vêm os dados

100% de fontes oficiais públicas: os Dados Abertos da Câmara dos Deputados (cota, produção legislativa, votações e carreira), a Transparência do Senado Federal (CEAPS) e os Dados Abertos do Senado(mandatos, autorias e votações nominais dos senadores). Nosso sistema baixa os arquivos oficiais todo dia às 7h e aplica somente as diferenças — cada execução fica registrada e auditável (o selo "última ingestão" no topo de todas as páginas mostra a data real).

Não hospedamos cópias das notas fiscais: todo documento é referenciado no servidor oficial da Câmara ou do Senado, para você conferir na fonte.

∑ Como contamos

Valor líquido reembolsado é a métrica de tudo: estornos e glosas entram como valores negativos — uma passagem cancelada soma zero, como deve ser.

Meses recentes são parciais: o parlamentar tem até 90 dias para apresentar notas, então os últimos meses se completam aos poucos (o site avisa "PARCIAL" quando é o caso).

Voos: bilhetes com vários trechos têm o valor dividido entre as pernas; trechos com origem igual ao destino não entram no mapa; passagens sem trajeto legível são contadas à parte — nada some em silêncio.

Projeção anual: estatística (mediana dos fatores dos últimos 5 anos completos, com faixa de incerteza) — não é regra de três.

Custo total do mandato: a cota é medida nota a nota; salário, verba de gabinete e auxílio-moradia exibidos são os valores oficiais de referência de cada Casa. No Senado, a equipe de gabinete entra na soma quando temos a folha real do mês (ano corrente); em anos passados ela fica fora — e o total é rotulado "PARCIAL" — porque o Senado não publica histórico.

Equipe dos gabinetes: é o retrato ATUAL (as Casas não publicam histórico). No Senado, o custo é a folha real do mês, bruta e sem 13º; na Câmara, a folha individual não é pública — usamos a tabela oficial de níveis SP, que é referência, não contracheque.

Panorama do Congresso: os rankings de fornecedores somam Câmara e Senado; "gabinetes" é o número de parlamentares distintos que pagaram àquele fornecedor no ano. A série consolidada mostra o Senado a partir de 2018 (início dos dados abertos da CEAPS). São agregados factuais — o site não aponta suspeitas.

Emendas parlamentares: dinheiro do Orçamento da União que o parlamentar direciona — não é a cotae não passa pela conta dele. Os valores seguem o exercício selecionado: "empenhado" é o reservado, "pago" é o efetivamente transferido (pode escorrer p/ anos seguintes). A execução é do governo federal, não do parlamentar. Casamos o autor por nome — emendas de bancada, comissão ou relator não têm autor individual e ficam fora do perfil.

Minha Cidade: agrupamos as emendas pela cidade de destino ("localidade de aplicação do recurso" na fonte). Emendas de alcance estadual ou nacional não têm cidade específica e ficam fora desse recorte por município. O valor é o que foi destinado à cidade — quem executa é o governo federal.

Quem a cidade votou: os votos nominais de cada deputado federal e senador na cidade vêm dos dados abertos do TSE (eleição de 2022). Casamos o candidato com o parlamentar por nome e estado. Mostramos os votos ao lado das emendas que a pessoa destinou à cidade: são dois números factuais e independentes — voto não obriga emenda, e o site não sugere troca; quem lê tira as próprias conclusões.

Viagens do governo: diárias e passagens de viagens a serviço vêm da SCDP (Sistema de Concessão de Diárias e Passagens). Mostramos por órgão e ano, com a Presidência em destaque. A fonte não classifica por categoria nem traz comprovante por viagem — mas tem o destino, o motivo e as datas; parte das viagens da Presidência é sigilosa e aparece só agregada.

Patrimônio (declaração de bens): todo candidato declara seus bens ao TSE ao se registrar numa eleição. Mostramos o que cada parlamentar declarou e a evolução entre as eleições (2014, 2018, 2022). Duas ressalvas essenciais: é valor de aquisição(um imóvel comprado há 20 anos aparece pelo preço de então, não o de hoje) e é autodeclarado. Por isso variação de patrimônio tem muitas causas legítimas — o site mostra o número público e não insinua nada. O CPF do candidato é usado só internamente para casar a mesma pessoa entre eleições e nunca é exibido.

Custo da Presidência: somamos o que tem fonte oficial — o subsídio do presidente, a folha (remuneração básica bruta) dos servidores civis lotados na Presidência (SIAPE, agregada por cargo, sem nomes) e a média mensal do cartão. É um piso, não o custo total: ficam de fora os militares (GSI), verbas indenizatórias, custeio e os gastos sigilosos, que a fonte não detalha.

Cartão do Governo (Executivo): o Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) é mostrado por órgão (Presidência, ministérios) e também pelos servidores que mais usaram o cartão— o nome e o CPF (mascarado) deles são publicados pela própria CGU, pois são agentes públicos gastando recurso público; nós só descartamos o CPF se ele vier sem máscara. O maior "gastador" é o rótulo "Sigiloso": operações confidenciais (Polícia Federal e segurança), que respondem por boa parte do cartão e não têm portador identificado. Uma ressalva importante: parte dos gastos da Presidência ligados à segurança (GSI) é sigilosa por lei e não aparece na fonte — então o cartão da Presidência que mostramos é o que é público, não o total.

Favorecidos de emendas (quem recebe): mostramos quem recebeu o dinheiro, com página própria para cada empresa, fundo ou órgão (CNPJ é público). Duas escolhas de cuidado: pessoas físicas entram só agregadas e sem nome (privacidade — o CPF já vem mascarado na fonte); e os repasses operados por Banco do Brasil e Caixa como agentes financeiros não são atribuídos a um beneficiário (o banco só opera a transferência; o destino final não está nesta fonte) — mas mostramos o total que passou por eles, sem esconder. Fonte: Portal da Transparência (CGU), atualização diária.

Deputados estaduais e distritais: além dos federais, cobrimos a verba indenizatória do Legislativo dos estados — começando pela Câmara Legislativa do DF (deputados distritais). É o equivalente, na assembleia, à cota dos parlamentares federais, mas com regras e valores próprios — então os totais não se comparam aos da Câmara/Senado. De 2013 a 2023 temos o detalhe nota a nota (fornecedor, categoria, data); de 2024 em diante a CLDF passou a publicar de forma consolidada (só o total por mês), então nesses anos mostramos o total oficial, sem o detalhe — sempre rotulado. Partido e foto vêm da página oficial da Casa. Fonte: Dados Abertos da Câmara Legislativa do DF.

Roda da Fortuna: o sorteio é 100% aleatório, feito no nosso servidor entre todos que tiveram gasto na cota no ano — sem curadoria, sem peso, sem direcionamento. A sorte escolhe; os números exibidos são os oficiais, como em todo o site.

Produção dos senadores: autorias e votações vêm dos Dados Abertos do Senado. Não mostramos % de presença do senador porque o Senado não publica o total de votações por ano — exibimos a contagem absoluta, sem inventar denominador. Pelo mesmo motivo, o termômetro de teto da cota existe só para deputados (a CEAPS não tem tabela fixa de limite por estado).

⊘ O que este site NÃO faz

Não publicamos opinião, suspeita ou acusação. Gasto alto não é sinônimo de irregularidade — a cota existe para ser usada no mandato. Mostramos os números oficiais com contexto (médias, teto, histórico) para você tirar as suas conclusões. Encontrou algo que parece errado? Os canais oficiais são a Ouvidoria da Câmara, a do Senado e o Ministério Público.

✉ Contato e correções

Achou um erro de dado, tem uma sugestão ou quer conversar? contato@olhonacota.com. Erros apontados são verificados contra a fonte oficial e corrigidos com prioridade.

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